Meu Perfil
Nome:
Diego Zanini
Idade:
22 anos
Aniversário:
15 de Setembro
Contato MSN:
squallmoon@hotmail.com
Email/Contato:
diego@umec.com.br
Faz o que?
Estudante de Comunicação Social
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breve:
Dicas e Truques de PhotoShop
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Finalizando
É isso ai pessoal. Chegamos ao fim de nosso primeiro curso, o de técnicas de oratória. Bom, agora vou começar a separar o conteúdo de PhotoShop. Vale lembrar que este, não é dedicado somente a usuários de nível básico. Nele passaremos pelo intermediário e o avançado, utilizando muitas vezes técnicas simples, mas que com certeza irá fazer a diferença no resultado final de seu trabalho. Antes de iniciar o curso gostaria de lançar uma enquete: Você já mexeu com o Adobe PhotoShop? Se sim, o que achou?
Abraços Diego Zanini..::
Escrito por Diego Zanini..:: às 13h18
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Exercícios
Repita as frases abaixo, vá aumentando gradativamente até conseguir falar mais rápido.
- A PRATARIA DA PADARIA ESTÁ NA PRADARIA PRATEANDO PRADOS PRATEADOS
- BRANCA BRANQUEIA AS CABRAS BRABAS NAS BARBAS DAS BRUACAS E BRUXAS BRANQUEJANTES.
- AS PEDRAS PRETAS DA PEDREIRA DE PEDRO PEDREIRAS SÃO OS PEDREGULHOS COM QUE PEDRO APEDREJOU TRÊS PRETAS PRENHAS .
- O GRUDE DA GRUTA GRUDA A GRUA DA GRINGA QUE GRITA E , GRITANDO , GRIMPA A GRADE DA GROTA GRANDIOSA .
- O LAVRADOR É LIVRE NA PALAVRA E NA LAVRA , MAS NÃO PODE LER O LIVRO QUE O LIVREIRO QUER VENDER .
- QUERO QUE O CLERO PRECLARO ACLARE O CASO DE CLARA E DECLARE QUE TECLA SE ENGANA NO QUE CLAMA E RECLAMA.
- O ACRÓSTICO CRAVADO NA CRUZ DE CRISÓLIDAS DA CRIANÇA ACREANA É O CREDO CRISTÃO.
- O CLANGOR DOS CLARINS DOS CICLISTAS DO CLUBE ECLÉTICO ECLODIU NO CLAUSTRO.
Escrito por Diego Zanini..:: às 13h01
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Humor 2/2
Vigie sua forma de falar quando pretender usar o humor e observe se as pessoas estão entendendo com facilidade que você está brincando. Se perceber que precisa ficar dando explicações de que se tratou de uma brincadeira, passe a exagerar até que ninguém mais tenha dúvidas. Faça caretas, imite a voz do fanho, engrosse ou afine a voz, estenda as pausas, fale como se fosse um estrangeiro tentando se expressar na nossa língua com sotaque carregado e outros recursos que puder encontrar. Como ninguém falaria assim normalmente ficará evidente que você está brincando.
No Brasil, quem sabe indicar com inteligência e na medida certa quando está brincando e em que momento fala com seriedade é o Max Gehringer. Seus textos possuem esse equilíbrio de humor e de conteúdo que faz pensar, e você nunca fica em dúvida se ele está brincando ou falando sério. Vale a pena ler seus artigos na VOCÊ s.a. e na EXAME e também seus livros. É uma boa forma de aprender e observar a aplicação do humor para depois adaptá-lo ao seu próprio estilo.
Resumo de como se comportar para usar o humor:
-
Deixe muito claro que está brincando
- O humor é um dos recursos mais importantes para o sucesso da comunicação
- O uso do humor é arriscado porque existe uma linha muito delicada que o separa da vulgaridade; porque há inúmeros fatores que predispõem as pessoas a entender e a aceitar o humor (cultura, nível intelectual, ambiente, receptividade); porque a forma de fazer humor precisa ser evidente.
- As pessoas podem se chatear e se sentir traídas quando o tom da apresentação indica informação séria e depois descobrem que era brincadeira e vice-versa
- Desde o princípio vá dando sinais do tom da apresentação
- Surpreenda sempre os ouvintes, sem, entretanto, enganá-los
- Quanto mais baixo o nível intelectual dos ouvintes mais fortes deverão ser os sinais do tom que se pretende dar. Quanto mais elevado for o nível intelectual, mais sutis poderão ser os sinais do tom. Em caso de dúvida use sinais fortes
- Fique atento e vigie sua forma de usar o humor – se sentir que está precisando explicar suas brincadeiras exagere até que não precise mais dizer que estava brincando. Faça caretas, imite a voz do fanho, engrosse ou afine a voz, estenda as pausas, fale como se fosse um estrangeiro tentando se expressar na nossa língua com sotaque carregado
- Leia os textos do Max Gehringer para aprender como usar o humor e como falar com seriedade, sem que os ouvintes tenham dúvidas das suas intenções
Veja um caso interessante de quando o humor sai pela culatra
O pedalinho
Em uma aula de oratória, a proposta era a de que o aluno contasse um fato interessante ocorrido na sua vida, e todos relatavam casos interessantes e divertidos. Por isso a expectativa era a de que esse tom fosse mantido até o final. Um dos alunos começou a contar sua história ressaltando que o fato era mesmo muito interessante. Disse que quando era jovem foi com um grupo de estudantes fazer uma excursão em uma fazenda. Chegando lá encontraram um lago muito bonito com alguns pedalinhos na margem, amarrados uns aos outros, e com diversas tabuletas avisando que era proibido usar aqueles aparelhos. À noite, depois que todos foram dormir, ele e seu melhor amigo, com quem havia convivido a vida toda, resolveram sair do quarto e ir até o lago. Desamarraram um dos pedalinhos e foram brincar com ele na água. Quando estavam no meio do lago entenderam o por quê de todos aqueles avisos de uso proibido, eles estavam furados e o que estavam usando começou a fazer água. Desesperados, no meio daquela escuridão começaram a se debater tentando chegar à margem. Comentou que com as energias esgotadas conseguiu chegar em terra firme e se salvar. E com os olhos lacrimejando revelou que o seu amigo, entretanto, não teve a mesma sorte e morreu afogado. Foi um constrangimento geral, todos ficaram perplexos, em silêncio sem saber como reagir – a aula que estava tão alegre e divertida se transformou num verdadeiro velório. Tomei a iniciativa e dei um intervalo para o café. Esse é um bom exemplo de como contrariar a expectativa e decepcionar a platéia mudando o tom indicado para uma apresentação.
Escrito por Diego Zanini..:: às 12h59
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Humor 1/2
1) Não se limite apenas às palavras. Use todos os recursos de que puder dispor, como a expressão corporal, a inflexão da voz e, principalmente, a pausa.
2) Evite sempre a vulgaridade. Mesmo que as pessoas possam rir, resista. A médio e longo prazo, sua imagem irá se deteriorando e você perderá credibilidade.
3) História boa é história nova, fresquinha, colhida no pé. Só narre um fato antigo ou conhecido se puder dar a ele uma roupagem tão nova que o faça parecer inédito.
4) Procure só usar o humor que esteja diretamente ligado ao assunto que aborda, a não ser que seu objetivo seja o de reconquistar a atenção do ouvinte, pois, neste caso, excepcionalmente, não precisará estar relacionado ao tema.
5) Faça com que o humor pareça estar sempre nascendo no momento da sua apresentação, fruto da sua presença de espírito. Assim, terá mais graça e valorizará ainda mais a sua imagem.
6) Prefira fazer humor a partir da circunstância da apresentação, usando fatos ou pessoas do próprio ambiente.
7) Histórias longas são o maior veneno para o humor. Quanto mais breve puder ser, melhor. Treine essa qualidade no dia-a-dia, fazendo tiradas bem-humoradas, rápidas, brevíssimas.
8) Cuidado para não parecer pretensioso. Ao usar o humor, não demonstre estar se vangloriando do seu feito. Ria como se estivesse surpreso com a própria graça.
9) Minha avó já dizia: graça por graça, uma vez só basta - portanto, nada de querer bancar o engraçadinho o tempo todo. Lembre-se de que tem uma mensagem para transmitir e que o humor o está ajudando nesta tarefa. A não ser que o objetivo seja só o de entreter as pessoas.
10) Esteja pronto para a desgraça. Nem sempre o humor dá resultado. Assim, esteja preparado com um plano B. Se não der certo, faça uma auto-gozação dizendo por exemplo que essa foi muito ruim, que não teve mesmo muita graça. Quase sempre funciona.
Não brinque com brincadeiras, leve-as muito a sério. E levar brincadeira a sério significa demonstrar de maneira muito clara que está brincando. Se depois de usar uma ironia, por exemplo, tiver de explicar que o que acabou de fazer foi só uma brincadeira, significa que sua atitude ao brincar não foi apropriada. Fique muito atento, falando ou escrevendo, e deixe claro que está brincando, para não arrumar confusão.
E confusão é o que não falta quando nosso humor não é bem interpretado. Embora o bom-humor, mas bom mesmo, de qualidade, seja apontado como um dos recursos mais importantes para o sucesso da comunicação, é por outro lado uma forma quase sempre perigosa e arriscada de se comunicar. Primeiro, porque a linha que separa o humor da vulgaridade é muito delicada e nem sempre perceptível. Quanto mais nos aproximamos dessa linha, mais bem-humorados nos tornamos, mas maior passa a ser o risco de ultrapassarmos o limite e nos tornarmos vulgares.
Depois, há inúmeros fatores que predispõem as pessoas a entender e a aceitar o humor. Depende da cultura, do nível intelectual, do ambiente, da receptividade `a mensagem ou ao orador, enfim, são tantos detalhes que compreendê-los e dominá-los exige experiência e muita capacidade de observação. Finalmente, a forma de fazer humor precisa ser tão evidente aos ouvintes que eles não tenham dúvidas de que o que estão ouvindo não pode ser tomado no sentido literal, mas sim de que se trata de uma brincadeira. As pessoas podem ficar chateadas e se sentir traídas quando acompanham um raciocínio de maneira compenetrada e no final, ou melhor, depois do final, são informadas de que tudo não passou de uma brincadeira. Às vezes não dá para consertar mais, pois já amarraram o bico, cruzaram os braços e querem continuar descontentes. E as pessoas se chateiam também quando ocorre o contrário, pensam que tudo não passa de uma brincadeira e descobrem decepcionadas no final que o assunto era sério. Para não incorrer nesses inconvenientes, desde o início vá dando sinais do tom da apresentação, para que os ouvintes, até inconscientemente, se preparem para o objetivo da mensagem. Assim, você poderá surpreender o ouvinte, já que a surpresa é uma espécie de combustível para alimentar e realimentar o interesse das pessoas, sem que ele se sinta enganado, pois de alguma maneira, pelas pistas que recebeu, sabia qual seria o andar da carruagem. Quanto mais baixo for o nível intelectual dos ouvintes, mais fortes deverão ser os sinais do tom que pretende dar. Ao contrário, quanto mais bem preparada for a platéia, mais sutil poderá ser essa indicação. No caso de dúvida não vacile, nivele por baixo para evitar riscos.
Escrito por Diego Zanini..:: às 12h59
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Vestimenta
É importante saber combinar peças e cores, para que sua roupa esteja adequada à sua apresentação e não chame mais atenção do que suas palavras.
Escrito por Diego Zanini..:: às 12h57
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Pode perguntar? 4/4
Uma historinha para encerrar É conhecida a anedota daquele famoso palestrante que vivia com sua agenda repleta de compromissos para fazer suas palestras. Ele viajava sempre com um motorista que o servia há muitos anos. Certo dia, indo para uma cidade distante, onde nunca tinha estado, sentiu-se indisposto por causa de uma gripe inesperada. Pensou em cancelar o compromisso, mas foi persuadido pelo motorista a manter a palestra, pois este alegava que, já tendo ouvido centenas de vezes aquela apresentação, estava em condições de substituí-lo e, como ninguém o conhecia naquela localidade, tudo se resolveria bem. O palestrante aceitou a proposta, mas pediu-lhe que tomasse cuidado com as perguntas, pois, se fossem a respeito de matérias diferentes, ele não saberia como responder. Tudo combinado, foram para o local da palestra, com o palestrante usando as roupas e o boné do motorista. O motorista cumpriu bem o papel do palestrante, fazendo uma apresentação bastante aceitável, mas, quando estava encerrando, alguém na platéia fez uma pergunta difícil e capciosa sobre uma parte da matéria que ele desconhecia. Ele não se abalou e, com muita segurança, disse à pessoa que levantara a questão: "Esta é uma pergunta tão simples e com uma resposta tão óbvia, que vou pedir ao meu motorista que se encontra lá no fundo do auditório que dê a resposta".
Há situações em que é mais conveniente que as perguntas dos ouvintes surjam desde o início da apresentação, em outras, entretanto, é melhor deixar para o final, e há aquelas também em que é mais apropriado esperar que o público decida como deseja agir. www.polito.com.br
Os ouvintes devem fazer perguntas desde o início quando:
- você domina o assunto
- o público for reduzido
- não houver problema de tempo
Os ouvintes devem fazer perguntas no final quando:
- você tiver conhecimento superficial do assunto
- o público for numeroso
- o tempo da apresentação for reduzido
- o nível intelectual dos ouvintes for baixo, ou tiverem pouco conhecimento do assunto
Para deixar mais interessante:
- valorizar a pergunta do ouvinte motiva a platéia a continuar atenta.
Escrito por Diego Zanini..:: às 12h56
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Pode perguntar? 3/4
Uma dica - Quando alguém faz uma pergunta sem o uso de microfone, geralmente, até pelo fato de não estar "aquecido" como o palestrante, se expressa com volume de voz muito baixo. Nós, então, temos a tendência de nos aproximarmos para ouvir melhor o que ele está dizendo. Mas, quanto mais nos aproximamos, mais baixo será o volume da sua voz. Ora, como é importante que a platéia ouça a pergunta para poder se interessar pela questão, precisamos refrear essa tendência natural e nos afastarmos do ouvinte que nos questiona, pois assim ele se obrigará a falar mais alto e todos poderão ouvir o que está dizendo.
Como se comportar ao dar a resposta Depois de termos ouvido atentamente a pergunta e de tê-la repetido para nos certificarmos de que a compreendemos bem, julgado sua pertinência para o assunto e valorizado a iniciativa de quem a formulou, devemos iniciar a resposta olhando na direção de quem fez o questionamento. Em seguida, nossa comunicação visual tem de ser distribuída para todos os ouvintes, para que fique claro que a explanação é feita para a assistência em geral e, no momento de encerrar, voltarmos a falar na direção do autor da questão, simbolizando com esta atitude que a sua pergunta foi respondida.
A sessão de perguntas e respostas poderá ser facilitada se combinada no início Se o palestrante possuir larga experiência no assunto, longo tempo para falar e estiver diante de uma platéia reduzida (menos de 100 pessoas), poderá abrir espaço para as perguntas logo no princípio e ficar à vontade para responder às questões, desde que sejam consideradas apropriadas. Mas, diante de platéias maiores, talvez seja interessante receber as perguntas por escrito e respondê-las no final. Se o palestrante não se sentir tão seguro sobre sua apresentação, será mais apropriado deixar as perguntas para o final, pois seu raciocínio não será interrompido durante a exposição e, no encerramento, as questões talvez ocorram em menor número, ou até nem sejam formuladas. Se, entretanto, mesmo dominando o assunto, mas com tempo reduzido ou suficiente apenas para transmitir as informações planejadas, abrir para perguntas sem nenhum critério, ou o palestrante não conseguirá expor toda a mensagem planejada ou não cumprirá o tempo estipulado. Por isso é interessante, sempre que possível, principalmente nesta última hipótese, combinar com a platéia como será o tratamento dispensado às perguntas. Podemos dizer por exemplo: "Gostaria muito que todos participassem com perguntas sempre que desejassem, porque assim poderia dirigir as informações de acordo com o interesse do grupo. Entretanto, tenho um tempo estipulado para a apresentação. Então vamos combinar o seguinte: se a pergunta estiver dentro do ponto abordado no momento, responderei a questão imediatamente; se, por acaso, a resposta tiver sido planejada na seqüência, pedirei que aguardem até que eu possa cobrir esta parte da matéria. Se depois julgarem que as informações tenham sido insuficien-tes, abordarei os aspectos do tema com maior profundidade". Se, eventualmente, o problema fugir do objetivo de nossa reunião, pedirei que me procurem no final para conversarmos a respeito ". Assim, com tudo combinado, será mais fácil responder, pedir que aguardem um pouco mais ou deixar o assunto para depois da apresentação. Outra dica - Não existe nada mais desagradável numa apresentação do que o palestrante insistir com as pessoas da platéia para que façam perguntas. Às vezes, o apresentador insiste tanto que alguém, até como atitude de solidariedade, levanta uma questão sem nenhuma ligação com o assunto, só para participar e atender aos apelos que chegam da tribuna. Devemos perguntar uma ou duas vezes, no máximo três, se alguém deseja levantar alguma questão. Se ninguém se manifestar, o melhor que temos a fazer é continuar dentro do nosso esquema planejado. Podemos, sim, induzir o público a pensar que estamos respondendo a perguntas se dissermos, antes de começarmos o desenvolvimento do raciocínio: "Vocês devem estar se perguntando", ou "Uma pergunta que me fazem com freqüência é", ou "Se fizermos outras ponderações semelhantes." Uma outra solução, que geralmente dá muito bom resultado, é delimitar a informação. Por exemplo, se estivermos fazendo uma palestra sobre a arte de falar em público e desejarmos que os ouvintes participem com perguntas, podemos esclarecer o tema a ser questionado: "Alguém tem alguma pergunta sobre o medo de falar em público?" Como, normalmente, as pessoas deixam de fazer perguntas com receio de agir de forma inconveniente, ao saberem que, se perguntarem sobre o medo, estarão levantando uma questão apropriada, vão se sentir estimuladas a participar.
Escrito por Diego Zanini..:: às 12h56
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Pode perguntar? 2/4
Quando responder (ou não) a uma pergunta Quando uma pergunta nos é feita, quase sempre temos a tendência de respondê-la, ou por julgarmos que, por ter sido formulada, deve ser respondida de qualquer maneira, ou porque, até por vaidade às vezes, tendo as informações, somos inclinados a respondê-la para demonstrar à platéia que estávamos preparados para superar esses "desafios". Se a pergunta for apropriada, é lógico que deve ser respondida, pois estará, conforme vimos, possibilitando maior interação com a platéia. Se, entretanto, a pergunta for inadequada, poderemos tentar uma adaptação, reformulá-la e torná-la apropriada para o assunto da nossa exposição e respondê-la. Agora, se não for possível fazer essa reformulação e tivermos consciência de que de nenhuma maneira ela se tornaria apropriada, para o benefício do bom resultado da apresentação, temos que ter a lucidez e até a humildade de não dar a resposta, e de uma forma delicada dizer que a questão foge um pouco da seqüência planejada para a exposição, mas que seria possível conversar sobre o novo tema no final, depois de encerrado o evento. Essa é uma circunstância que precisa ser vista com muita seriedade e até com rigor, pois acumulam-se os exemplos de experiências em que as pessoas começam a formular questões sem nenhuma relação com o assunto, e os outros ouvintes, entediados, se interrogam até quando continuarão com aquelas perguntas descabidas.
Como enfrentar a pergunta Independentemente de a pergunta ser apropriada ou não, é importante ouvi-la atentamente até o final (exceto nos casos em que a pessoa transforma a pergunta num discurso, pois, nesta circunstância, precisamos interrompê-la para que não afaste a concentração da platéia) e demonstrar na fisionomia e na expressão corporal uma atitude serena, atenta e interessada em resolver as dúvidas dos ouvintes. Nunca devemos menosprezar alguém com observações depreciativas pelo fato de ter feito perguntas indevidas. Se agirmos assim, poderemos ser tomados por alguém prepotente, arrogante e angariar a antipatia da platéia. Sempre que julgarmos necessário, devemos repetir a pergunta para nos certificar de que compreendemos bem a questão e para dar outra oportunidade para que os ouvintes também possam entender de forma correta o que foi questionado. Se a pergunta for hostil com relação à nossa pessoa ou ao tema tratado, ao repeti-la, devemos reformulá-la, procurando substituir as expressões agressivas, para tentar suavizar o ataque e tornar mais amena a tarefa de dar respostas que evitem o confronto com o ouvinte ou até mesmo, às vezes, com uma parcela do auditório. Outra prática bastante conveniente é a de valorizar a pergunta antes de começar a respondê-la, pois, ao comentarmos que aquela questão é fundamental, apropriada para o assunto, que foi levantada no momento oportuno, estaremos enaltecendo a iniciativa do ouvinte, que se sentirá recompensado. Ao mesmo tempo - o que é até mais importante -, estaremos aumentando a concentração da platéia, que desejará ouvir a resposta para aquela questão que foi julgada oportuna pelo palestrante. Precisamos ficar atentos para não sermos repetitivos e não valorizarmos as perguntas sempre da mesma forma todas as vezes, dizendo, por exemplo: "Muito importante esta questão" ou "Bem colocada esta pergunta". Se pensarmos melhor, poderemos encontrar maneiras diferentes e criativas de valorizar as perguntas. Se a pergunta for hostil e agressiva, o fato de iniciarmos a resposta valorizando a iniciativa do ouvinte poderá contribuir para o sucesso da nossa explanação. Nesta circunstância, depois de repetir a pergunta, com o cuidado de reformulá-la para suprimir as expressões agressivas, poderemos aumentar nossas chances de sucesso valorizando o questionamento, demonstrando, assim, que estamos tão confiantes e tranqüilos de nossa posição que ficamos satisfeitos com a oportunidade de falar sobre o tema. Poderemos dizer, por exemplo: "Foi muito importante o senhor ter levantado esta questão, porque assim me dá a oportunidade de esclarecer alguns pontos que não foram divulgados de maneira conveniente e que levaram algumas pessoas a tirar conclusões totalmente distorcidas".
Escrito por Diego Zanini..:: às 12h55
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Pode perguntar? 1/4
Quando estamos falando em público, e alguém no meio da platéia levanta o braço, demonstrando o desejo de fazer uma pergunta, nós nos sentimos desafiados. Por mais que conheçamos o assunto, por mais que tenhamos nos preparado para a apresentação e por mais que tenhamos previsto a possibilidade de que as pessoas pudessem nos questionar, nós nos sentimos desafiados, porque aquele gesto carrega uma série de fatores que precisam ser considerados em um tempo muito rápido, em poucos segundos, antes, durante e depois de a pergunta ser formulada. Por que uma pessoa, no meio da platéia, resolve se expor fazendo uma indagação, mesmo correndo o risco, por menor que seja, de ser mal interpretada, de não conseguir concatenar bem suas idéias e formular mal a questão, de parecer despreparada pelo fato de a pergunta não estar no nível da exposição, de ser considerada inconveniente, e por tantos outros motivos que poderiam prejudicar sua imagem? Algumas pessoas nem chegam a se preocupar com esses perigos quando fazem uma pergunta, mas que eles existem, existem.
Por que as pessoas perguntam
Vamos analisar alguns dos motivos que levam uma pessoa a fazer perguntas:
- por dúvida - quando não compreende perfeitamente o que está sendo transmitido;
- por vontade de aprender - quando assimila as informações fornecidas, mas deseja saber mais sobre o assunto;
- por necessidade de se destacar no ambiente - quando deseja ser notada pelas outras pessoas que formam o auditório, independentemente de ter entendido ou não o que está ouvindo;
- para provocar - quando deseja atrapalhar o desenvolvimento da apresentação por causa da hostilidade que nutre contra o tema ou contra o próprio palestrante;
- para testar os conhecimentos de quem fala - quando deseja certificar-se da segurança do palestrante sobre a matéria;
- para projetar e valorizar a sua imagem - quando deseja demonstrar que é uma pessoa inteligente ou bem preparada e está acompanhando o raciocínio do palestrante ou que possui outras informações sobre a matéria.
Entender qual o motivo que leva uma pessoa a fazer uma pergunta é importante também para que possamos analisar se a questão é adequada ou não ao assunto da apresentação, ou aos objetivos da platéia. Quando uma pergunta é motivada por dúvida ou vontade de aprender, as chances de que ela seja apropriada são maiores; quando, entretanto, é motivada por necessidade de se destacar no ambiente, para provocar, para testar os conhecimentos de quem fala, ou para se projetar, valorizar a própria imagem, são grandes as possibilidades de que ela seja inadequada. Uma pergunta pertinente, apropriada ao tema da exposição e aos interesses da assistência, ajuda a promover maior interação entre o palestrante e a platéia. Ao contrário, uma pergunta inadequada, sem relação com o assunto apresentado e distante das razões que levaram os ouvintes àquele evento, poderá afastá-los do apresentador e prejudicar a concentração do grupo.
Escrito por Diego Zanini..:: às 12h54
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Falando de improviso 2/2
O ouvinte recebe a informação toda como se fosse uma só um discurso que se preze possui pelo menos duas partes: uma preparação, que tem por objetivo orientar o ouvinte sobre as informações que ele desconhece e revelar quantas e quais são as partes que deverão ser cumpridas; e o assunto central, a mensagem propriamente dita. Durante a apresentação o orador cumpre didaticamente essas duas etapas consciente do momento em que faz a preparação e do instante em que desenvolve a mensagem. O ouvinte, entretanto, recebe sempre a mensagem como se fosse uma só, desde o princípio até o final. Ele não fica analisando se o orador está na fase de preparação ou no desenvolvimento da mensagem. É essa característica de como o ouvinte recebe a mensagem que permite a aplicação de uma das melhores e mais eficientes técnicas de improvisação.
O ouvinte é levado a pensar que o orador conhece e domina o assunto todo o segredo do improviso é muito simples: antes de falar a respeito do tema que é o objetivo da apresentação, comece a discorrer sobre um outro assunto que domine. Por exemplo, você pode usar informações ligadas
à sua atividade profissional, ao seu hobby, à passagem de um livro que tenha sido marcante, à cena de um filme que o emocionou, a um desafio que superou, a uma viagem, a episódios de sua vida, ou da vida de pessoas que conheça. Assim, enquanto você fala sobre o assunto que conhece muito bem, tem condições de planejar a seqüência da apresentação.
Com certeza em algum momento da exposição será possível fazer a ligação dessas informações que domina com a mensagem principal. Como o ouvinte recebe a mensagem como se fosse uma só o tempo todo, será induzido a pensar que você tem o domínio completo do assunto, quando na verdade o seu conhecimento é apenas da preparação, e sobre o tema principal talvez tenha apenas algumas informações. Há ainda uma outra grande vantagem em começar falando sobre um assunto que domina relacionada ao interesse produzido no ouvinte. Um bom orador, a não ser que seja obrigado pela circunstância a ser muito objetivo, não trata diretamente do assunto e seca a conversa. Não, o bom orador mesmo conhecendo o tema com profundidade e sabendo exatamente o que irá falar sobre ele, deixa para desenvolvê-lo um pouco mais no final. Separa a informação e procura torná-la mais atraente e estimulante para o ouvinte a partir do desenvolvimento daquele primeiro assunto, seu velho conhecido. Treine essa técnica de improvisação no seu dia-a-dia. Toda vez que precisar falar sobre um tema desenvolva antes um assunto que domine muito bem. Você ficará surpreso com o resultado. Cuidado, entretanto, para não desenvolver esse primeiro assunto de maneira exagerada para que ele não pareça ser mais importante do que a mensagem principal, e especialmente não dê a impressão de estar só ganhando tempo ou sendo superficial.
Escrito por Diego Zanini..:: às 12h53
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Falando de improviso 1/2
Falar de improviso não é inventar informação. Quem pensa que falar de improviso é chegar diante de um grupo e apenas aproveitar a circunstância como fonte de inspiração para descobrir o que vai dizer está a um passo da irresponsabilidade. Essa atitude ingênua pode pôr em risco a imagem e a reputação de quem se apresenta em público. Portanto, falar de improviso, ao contrário do que algumas pessoas supõem, significa falar sem se preparar de maneira conveniente para expor um assunto.
Por exemplo, você está em uma reunião tranqüilo, meio desligado da vida e de repente, em meio a um debate, aparece alguém com a brilhante idéia de convidá-lo para ir à frente e discorrer sobre o tema que está sendo discutido, sem que tivesse se preparado para apresentá-lo. Ou você mesmo, em vista do andamento dos fatos que cercam o evento, resolve tomar a iniciativa de falar sobre a matéria sem que houvesse imaginado tomar aquela decisão. Você, bem ou mal, conhece o assunto, só não havia planejado falar sobre ele. Aí está o improviso, pois ao mesmo tempo em que você vai falando é obrigado também a ordenar a seqüência da exposição.
Há também situações em que o improviso, embora receba essa denominação, não é na verdade uma fala improvisada. É comum, por exemplo, ler notícias de que o presidente da República ou um governador de Estado falou de improviso em determinado evento. É evidente, entretanto, que pela relevância de alguns desses episódios, o discurso foi detalhadamente planejado com muita antecedência. Apenas não foi lido diante do público.
Não é esse o tipo de improviso que vou tratar neste texto, mas sim aquele inesperado, imprevisto.
Escrito por Diego Zanini..:: às 12h53
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